A microalbuminúria é definida como excreção urinária de albumina de 30-300 mg/24 horas. Importante marcador de prognóstico, a MAU é considerada como fator de risco cardiovascular no VII JNC e como lesão de órgão alvo no 2003 ESH-ESC Guideline.

A prevalência de MAU em hipertensos varia de 4,7% a 40% de acordo com a gravidade do grupo estudado e com a associação de outros fatores de risco. Nos hipertensos leves, a MAU parece estar correlacionada à sobrecarga hemodinâmica. Já em portadores de doença mais severa, a MAU seria conseqüência de lesão microvascular envolvendo o glomérulo. Ainda não se estabeleceu através de estudos prospectivos em hipertensos não diabéticos, se o acompanhamento destes pacientes com dosagem de MAU seriada levaria a um melhor controle da HA e se drogas anti-hipertensivas capazes de diminuir a excreção de albumina são realmente benéficas na diminuição da morbimortalidade cardiovascular.

Existem várias formas de dosagem da microalbuminúria, como radioimunoensaio (padrão ouro) e nefelometria. A nefelometria tem sido mais utilizada já que é um método barato e de mais fácil acesso para a população. A dosagem deve ser feita em urina estéril de 24 horas.


Referências:

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